
Viajando em idéias pouco prováveis, e em um céu preenchido pela neve que cai loucamente, descubro caminhos ainda adormecidos pelo desuso.
Talvez seja o fuso, ou talvez não exista o talvez.
Tudo é igual, já não penso. Simplesmente existo em meio a tantos outros existentes.
Estou aqui de passagem, absorvendo tudo que é oferecido, vencendo o tédio com a suposta inutilidade dos meu escritos, que me deixam convicto de que nada mais sou que um sonhador.
Vivendo um sonho colorido, onde o despertar parece ligeiramente perto, aproveito cada metade de um segundo, e procuro fazer o que eu acho certo. Dessa forma me pego, procurando em dicionários imaginários de filosofias particulares, o conceito da certeza, e vivendo frente a frente a imensidão do universo e de sua grandiosa beleza, concluo de forma sagaz que tudo é relativo, inclusive minhas palavras, e por mais que me concentre em uma verdade uniforme, só encontro o certo que alimenta minhas ideologias transitórias, e nelas me apego.
Como um cão cego que segue fielmente pelo cheiro um caminho em busca de sua gula, me mantenho na rota da realidade, aliado a uma suposta intuição de percepção, e percebo com a minha incerta clareza autodidata que tudo é loucura.
Todas as formas de desejo, todos os vícios mentais, todas as prisões interiores significam os conceitos atuais da normalidade, vejo.
Tudo que engloba ideologias contrárias a este sadomasoquismo espiritual é tachado meramente de insanidades pseudo-visionarias.
Ser livre, é ser insano.
Ser insano é ser autentico,
E ser autêntico é realmente “ser”.
Serei.
Não esquecendo que ser, é relativo.
Sem palavras me encontro depois de ler o seu texto. Me emocionou!
ResponderExcluirTem momentos que sinto exatamente o que você descreveu..
E o mais estranho, é saber que vocês, brasileiros, com quem eu poderia comapartilhar esses sentimentos estão tão perto de mim e todo esse ano me guardei. Me senti sozinha...
Um ótimo achado acabo de fazer!..
Bravo!