terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Indefinição...



Quem sou eu??

Eu sou o senhor da minha mente.

Estou livre de suas ideologias que controlam o inconsciente.

Sou o dono do meu destino.

Na confiança de um adulto
Na inocência de um menino.

Eu Sou o meu passado.

Sou os acertos que me evoluíram, sou os erros que me conturbaram.

Sou também o meu presente.

Sonho, esperança, talvez um pouco inconseqüente.

Sou meu futuro.

Sou trabalho, sou família,
Aquele que vai modificar o mundo.

Sou minhas virtudes, sou meus vícios.
Sou saudade, sou liberdade, sou a realidade entre a miragem.

Sou as madrugadas acordado,
sou amado e odiado, sou santo e sou safado.

Sou a luz nos olhos teus,
Sou crente e sou ateu.

Sou ócio e a ação.
O inimigo e o irmão.

Sou mais do que sou, menos do que poderia ser.
Sou a noite fria, sou a minha família, sou o que você não pode intender.

Sou a verdade e o sufoco,
O sensato e o louco.

Sou mutante, errante, determinado e determinante. Viajado e viajante, sou os livros empoeirados na estante.
Pela eternidade te desejo, ou apenas por um instante.

Sou o palhaço e o sério, o transparente e o mistério, o novo que não teme o velho e vice-versa.
Sou cada momento, cada música, cada festa.

Sou filho do universo e por ai vago.
Sou calor, sou suor, sou beijo e abraco.
Sou seu desejo, seus sussurros que alastram pelo espaço.

Sou notas musicais, sou também meus ancestrais.
Desligado, porem sagaz.

Sou música e arte.
Desapego e vaidade.
Sou o fogo que queima, o rapaz que teima, mais que você confia, na verdade.

Sou essa sala vazia, sou aquilo que você não faria.
Sou a luz que me guia no amanhecer.
Sou vivo e gosto de viver.

Já não sou o mesmo de uns meses atrás.
Sou a nostalgia dos tempos que não voltam mais,
Sou mudança, sou criança, sou lembranças.
Sou momentos, acordes e sou danças.

Sou o otimismo exagerado, sou o perdão e sou o pecado.
Sou essa cerveja e esse cigarro,
O desejo desejado.

Sou o que não intendo, e sou o aprendizado.
Caçador de emoções, o lamento de minhas confusões.
Desbravador de corações, a isto estou confinado.

Sou o mato e o mar,
O ímpar e o par.
Aquele que acordado se põe a sonhar.

Que gosta do simples ou do complicado.
Que é solto e indomável.
Que gosta de andar para frente, nunca ficar parado.

O doce e o salgado.
O acessível e o fechado.

Sou um pouco de você.

Aquele que não é manipulado.
Onde o querer é poder.

Sou tatuagens, cidades e amizades.
Sou imagens guardadas pela eternidade.
Sou coisas simples, a beleza desta paisagem.

Quem sou eu?

Só sei que não estou aqui para engolir merda,
Defendendo a paz faço a minha guerra,
Walter Bujacher Carvalho Filho,
Mais um cidadão da terra...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Alvorada




Tudo é simples.

A luz turva da ausência de um sol majestoso me proporciona a calma
Pássaros dialogam com toda a irreverência da liberdade de expressão, e cantam como se nunca mais fossem cantar novamente.
Eu aqui, admirando o cinza e o silencio desta manha.

O que eu preciso?

Talvez eu precise precisar menos,
Talvez eu deva esquecer por algum tempo a linguagem do homem e bater mais papo com o universo,
Esquecer que sou matéria, que tenho sentimentos, que tenho vícios, que errar é corriqueiro.

Até quando vou ficar preso neste cativeiro chamado ego?

O ser-humano foi criado para se iludir e simplesmente reconhecer isto, e buscar de forma incessante o antidoto para este veneno que foi criado por ele mesmo.
Talvez sera em vão, talvez não, eu particularmente espero que não, pois me anseia o fato de pensar na hipótese de existir uma especie de liberdade verdadeira.
Talvez eu até acredite nesta utopia, uma vez que sinto uma saudade, uma nostalgia de coisas e sentimentos que ainda não tive e nem senti.

Acreditamos no tempo antes de acreditar em nós mesmos.

O relógio na parede nunca para para descansar, é fiel a sua missão de controlar o suposto passar do tempo, todavia, quando estou no lado de fora admirando uma alvorada congelante, percebo o quanto o tempo é banal perante o infinito no qual me encontro, e o quanto somos pequenos quando assimilados a magnifica dimensão do universo.

Detalhes fazem a diferença

Como se fosse instinto ou lei da gravidade, algo me puxa de volta para um suposto jogo chamado vulgarmente de vida, no qual o espírito da sobrevivência alastra seus dons sobre pedaços de carne que algumas vezes se amam, outras vezes se destroem, que choram e exibem sorrisos e gargalhadas, que fazem amor e fazem guerra.

Pois então, aqui estou.

Quando o bicho homem se libertar de seus desejos e encontrar uma percepção que esbanja luz imensurável, quando houver a consciência de que somos criativos no que se diz respeito a fantasmas do sofrimento e que vivemos em metamorfose eterna, seremos como os pássaros, que exalam a sua beleza natural agradando o ambiente sem nada pedir em troca, e que são livres para voar e privilegiados por enxergarem a frente de seu tempo.

Esta na hora de mudar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tudo igual?




Viajando em idéias pouco prováveis, e em um céu preenchido pela neve que cai loucamente, descubro caminhos ainda adormecidos pelo desuso.
Talvez seja o fuso, ou talvez não exista o talvez.

Tudo é igual, já não penso. Simplesmente existo em meio a tantos outros existentes.
Estou aqui de passagem, absorvendo tudo que é oferecido, vencendo o tédio com a suposta inutilidade dos meu escritos, que me deixam convicto de que nada mais sou que um sonhador.

Vivendo um sonho colorido, onde o despertar parece ligeiramente perto, aproveito cada metade de um segundo, e procuro fazer o que eu acho certo. Dessa forma me pego, procurando em dicionários imaginários de filosofias particulares, o conceito da certeza, e vivendo frente a frente a imensidão do universo e de sua grandiosa beleza, concluo de forma sagaz que tudo é relativo, inclusive minhas palavras, e por mais que me concentre em uma verdade uniforme, só encontro o certo que alimenta minhas ideologias transitórias, e nelas me apego.

Como um cão cego que segue fielmente pelo cheiro um caminho em busca de sua gula, me mantenho na rota da realidade, aliado a uma suposta intuição de percepção, e percebo com a minha incerta clareza autodidata que tudo é loucura.

Todas as formas de desejo, todos os vícios mentais, todas as prisões interiores significam os conceitos atuais da normalidade, vejo.
Tudo que engloba ideologias contrárias a este sadomasoquismo espiritual é tachado meramente de insanidades pseudo-visionarias.

Ser livre, é ser insano.
Ser insano é ser autentico,
E ser autêntico é realmente “ser”.

Serei.
Não esquecendo que ser, é relativo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Seja um revolucionário

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
Martin Luther King





Ando ultimamente em uma fase um quanto rica, fase esta a qual tenho tempo para pensar, raciocinar, descobrir e fazer.
Para quem não sabe, vivo atualmente na Bélgica. Precisamente, estou de intercâmbio cultural, que seria conhecer outra cultura, outros costumes e outra língua

Este é meu quinto mês neste país gelado, e ainda não sei se foram os cinco meses mais rápidos ou mais longos de minha vida. Rápido porque estou frente a frente com novas situações, o que me deixa longe da rotina que vivia no Brasil, pois estou sempre visitando novos lugares. Mais longos, porque se paro para pensar, vejo que aprendi muita coisa em muito pouco tempo. Vivi muitas situações boas e ruins que me serviram sem dúvidas para um desenvolvimento interior.

Além de viajem física, vivo no agora também uma viajem espiritual, uma viajem a minha verdadeira origem. Tenho tempo para olhar para traz e ver a vida que levava no Brasil, e percebendo as futilidades que eram meu dia-a-dia, vejo que estou mudado para sempre, algo novo aconteceu.

Minha mente era um espelho embaçado e sujo, e cada dia que passa, este espelho se encontra mais nítido e limpo. O que foi responsável por tamanhas transformações? Com certeza não foi a cultura Belga, ou as pessoas que aqui vivem, uma vez que existem pessoas boas e más, pessoas egoístas e altruístas no mundo todo.

Toda essa mudança foi aprendida com os erros, com os acertos, com insegurança, com o desespero, e principalmente com a solidão Quando estive sozinho, em uma terra estranha, longe do afeto da família, longe do conforto do lar, longe do ambiente que criei durante todos estes anos, tive tempo para me redescobrir, fugir de toda aquela ignorâncias e de todos os desejos que vivia, tive tempo para respirar e ver o que eu quero.

Quando olhei para traz e vi um passado vazio e sem honra, apenas preenchido por atitudes meramente capitalistas, quando passei finalmente a intender porque vivia preso em um mundo particular onde o desejo era o centro de todo a felicidade, e, conseqüentemente, de todo o sofrimento, achei que era hora de uma mudança radical, de uma reforma interior.

Ando destruindo todos os paradigmas que criaram para mim, ando vivendo e formando minha opinião sobre tudo. Ando cheio de vontade de fazer, quero compartilhar minha forma de ver o mundo, quero que algo seja feito para a manutenção deste planeta, de que forma, ainda não sei. Só sei que não vou ficar parado, vendo tamanhas desgraças no jornal e simplesmente dizendo coisas como "é, este mundo esta perdido mesmo..."

Quando descobrimos que o mundo é sem fronteira, e que somo parte deste mundo, criamos amor pela vida e por este planeta que tanto nos ensina. E assim como um pai preocupado com o filho, nos tornamos preocupados com nossa moradia, e partimos em busca de fazer o bem, em busca da inovação, da construção, mesmo que não de grandes proporções, porem de atitudes concretas que visam o mundo justo.

Por onde eu andar, levarei comigo os princípios do bem, levarei a simplicidade, levarei boas energias, compreensão, boas vibrações, todo o conhecimento que eu acumular e dividirei com todos, de graça

Talvez pareça um relato de um jovem sonhador deslumbrados em idéias fora da realidade, mais olhando para traz, vejo que muita gente ainda esta aprisionada na ignorância, no controle, e portanto não podem enxergar as coisas de forma limpa, sem sistemas interesseiros, e sem paradigmas velhos, e portanto podem pensar que tudo isso, todo este sentimento expresso de forma sincera seja apenas bobagens, que as coisas vão continuar do jeito que estão, que mais gente vai continuar morrendo em guerras estupidas, que muita criança vai morrer sub-nutrida, que as "catástrofes" naturais continuarão, afinal, essas coisas só acontecem com os outros.

Somos o que pensamos, portanto não creia em um futuro baseado em injustiça, em egoísmo, em cobiça e desunião

Se ninguém for comigo por estes caminhos perigosos do sistema, eu irei sozinho, e enquanto eu lembrar que ainda existem pessoas vivendo em misérias absurdas e eu exalando boa condição e saúde, estarei indignado, porem motivado a fazer a minha parte.

Ninguém precisa sair do país para descobrir virtudes como estas. Quando estiver em desespero, implore para ver as coisas com clareza, para se livrar do ego doentio que cultivamos, acenda a chama dentro de você, que sera atendido. O Universo é justo, principalmente por aqueles que querem Conhece-lo de verdade, então, abrace o Universo e seja fiel a ele, como um filho que fica muito tempo longe de casa e encontra sua família mais tarde.

Seja um revolucionário!

"O conhecimento nos faz responsáveis."
Che Guevara

O Shaman.